Se você veio aqui buscando saber quem está na frente das eleições nos EUA, provavelmente está sentindo aquele frio na barriga que a política americana causa no mundo todo. Mas olha só, precisamos alinhar as expectativas: em 2026, o cenário não é sobre quem vai ser o próximo presidente. Donald Trump venceu Kamala Harris em 2024 e tomou posse em janeiro de 2025. O jogo agora é outro. Estamos falando das "Midterms", as eleições de meio de mandato que decidem quem manda no Congresso.
E, honestamente? O clima em Washington está tenso.
Atualmente, os Republicanos controlam tanto a Câmara quanto o Senado, mas a história mostra que o partido do presidente quase sempre apanha nas eleições de meio de mandato. As pesquisas mais recentes, como o levantamento da Marist Poll divulgado no final de 2025 e atualizado agora em janeiro de 2026, mostram um cenário de "alerta vermelho" para o governo.
Quem está na frente nas pesquisas de 2026?
Se as eleições fossem hoje, os Democratas teriam uma vantagem considerável. O chamado "generic ballot" (voto genérico no partido) indica que cerca de 55% dos eleitores registrados preferem um candidato democrata para o Congresso, contra 41% que escolheriam um republicano. É uma frente de 14 pontos. Bastante coisa, né?
Essa virada de jogo tem nome e sobrenome: economia e aprovação governamental. Mesmo com Trump tentando emplacar sua agenda de "era dourada", a popularidade dele oscila bastante. Entre os independentes — aquele grupo que realmente decide eleição nos EUA — os Democratas abriram uma vantagem de 33 pontos.
O que está em jogo nas Midterms de 2026
Para entender quem está na frente, você precisa saber o tamanho do tabuleiro. Em novembro de 2026, os americanos vão às urnas para renovar:
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- Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes (House of Representatives).
- 33 assentos do Senado (mais duas eleições especiais).
- Governos estaduais e legislaturas locais.
Hoje, os Republicanos têm uma maioria apertada na Câmara (219 a 213) e no Senado (53 a 45, considerando os independentes que votam com os Democratas). Para os Democratas retomarem o controle, eles precisam "roubar" apenas 4 cadeiras no Senado e 3 na Câmara. Parece fácil, mas na prática é uma guerra de trincheiras.
O fator Trump e o "Gerrymandering"
Não dá para falar de quem está na frente sem mencionar a estratégia do atual presidente. Trump tem pressionado governadores republicanos em estados como o Texas para aplicar o gerrymandering. Basicamente, é redesenhar o mapa dos distritos eleitorais para favorecer um lado. Se o mapa for desenhado de um jeito que "espalha" os eleitores democratas ou os "espreme" em poucos distritos, os republicanos podem ganhar mais cadeiras mesmo tendo menos votos no total.
Isso cria uma distorção. As pesquisas nacionais dizem que os Democratas estão na frente, mas a geografia eleitoral pode manter os Republicanos no poder. É aquela velha máxima da política americana: nem sempre quem tem mais votos leva a taça.
Os estados-pêndulo que você deve vigiar
Se você quer saber quem realmente está na frente das eleições nos EUA, esqueça Nova York ou Califórnia. Olhe para estes lugares:
- Geórgia: Os Democratas estão defendendo uma cadeira no Senado aqui, em um estado que Trump venceu em 2024.
- Michigan: Outro campo de batalha onde o governo federal quer mostrar força, mas a oposição lidera nas intenções de voto locais.
- Maine: Aqui a situação inverte; os Republicanos estão defendendo um território onde Kamala Harris foi bem em 2024.
Por que a vantagem democrata cresceu tanto?
Kinda óbvio, mas o bolso do americano fala mais alto. Embora o governo Trump tenha prometido baixar preços e controlar a inflação, o custo de vida continua sendo a maior preocupação de 57% dos eleitores.
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Além disso, houve aquele episódio do fechamento do governo (government shutdown) no final de 2025. Muita gente botou a culpa no Congresso e no embate entre a Casa Branca e os legisladores. Resultado? A confiança nas instituições despencou. O Congresso hoje tem apenas 20% de aprovação. Sim, você leu certo. Oito em cada dez americanos não confiam no trabalho dos seus deputados e senadores.
A questão da imigração e as deportações
Outro ponto que mexe com as pesquisas é a política de imigração. Enquanto a base de Trump aplaude as deportações em massa, cerca de 55% da população geral — segundo dados da CNN — acha que o governo "foi longe demais". Esse desgaste atinge em cheio os candidatos republicanos que precisam de votos moderados nos subúrbios.
O que a história nos ensina sobre 2026
Olhando para trás, o que acontece agora é quase um padrão. Em 2010, Obama perdeu o controle da Câmara nas Midterms. Em 2018, foi a vez de Trump perder a Câmara. Em 2022, Biden perdeu a maioria absoluta.
A pergunta de "quem está na frente" costuma ter uma resposta clara dois anos após uma eleição presidencial: a oposição. O eleitor americano gosta de "equilibrar" o poder. Se o presidente é de um partido, o povo tende a dar o Congresso para o outro como uma forma de freio e contrapeso.
O que prestar atenção nos próximos meses
As coisas mudam rápido. Se a inflação cair drasticamente ou se houver um evento internacional de grande impacto, esses números podem virar. Mas, se você quer acompanhar de perto quem está na frente das eleições nos EUA, aqui estão os marcos que definem o ritmo:
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- Primárias (Março a Agosto de 2026): É aqui que os partidos escolhem seus candidatos. Veremos se o "Trumpismo" ainda domina o Partido Republicano ou se alas mais moderadas ganham espaço.
- Decisões da Suprema Corte: Com uma maioria conservadora de 6 a 3, qualquer decisão polêmica sobre direitos civis ou poder presidencial pode servir de combustível para os Democratas mobilizarem sua base.
- Dados do PIB e Emprego: Se a economia não der sinais claros de melhora até o verão de 2026, os Republicanos terão muita dificuldade em manter a Câmara.
Basicamente, os Democratas têm o vento a favor nas pesquisas nacionais de opinião, mas enfrentam um campo de batalha geográfico muito difícil devido ao redesenho dos distritos e à força local do Partido Republicano em estados rurais.
Para você que quer se manter informado, o segredo é não olhar apenas para os números totais. Fique de olho nos levantamentos estaduais da Pensilvânia, Wisconsin e Arizona. São esses estados que vão ditar se Donald Trump governará com as mãos livres nos últimos dois anos de mandato ou se enfrentará um Congresso hostil que pode travar todas as suas nomeações e orçamentos.
Passos práticos para acompanhar o cenário:
- Acompanhe o portal Ballotpedia para ver quais deputados estão se aposentando (isso facilita a virada de um distrito).
- Verifique o índice de aprovação presidencial no FiveThirtyEight; historicamente, se o presidente está abaixo de 45%, o partido dele perde o Congresso.
- Observe o custo da gasolina e dos alimentos básicos nos EUA, pois são os principais termômetros do humor do eleitor médio.
O cenário é de incerteza, mas uma coisa é certa: 2026 será o primeiro grande teste para a sobrevivência do projeto político que retornou à Casa Branca em 2025.