A lógica é cruel. Quase todo ano, a gente senta na frente da TV esperando um milagre, mas a realidade bate na porta com a força de um contra-ataque do Manchester City ou do Real Madrid. O resultado de mundial de clubes virou uma espécie de termômetro de frustração para quem torce fora do eixo europeu. Não é só futebol. É dinheiro, geografia e uma concentração de talentos que beira o absurdo. Se você olhar o que aconteceu nas últimas edições, vai perceber que a zebra morreu de fome.
Honestamente? O buraco ficou fundo demais.
Desde que o Corinthians derrubou o Chelsea em 2012, com aquela cabeçada do Guerrero e as mãos de anjo do Cássio, a taça não cruza o Atlântico. Já faz mais de uma década. Muita gente tenta analisar o resultado de mundial de clubes como se fosse apenas uma questão de "vontade" ou "preparação física", mas a verdade é que o modelo de negócio da UEFA engoliu o resto do planeta. O abismo financeiro dita o ritmo. Se o campeão da Libertadores chega com um elenco avaliado em 80 ou 90 milhões de euros, o europeu aparece com um banco de reservas que vale o triplo disso.
O peso da hegemonia e o choque de realidade no resultado de mundial de clubes
Muita gente ainda se apega ao misticismo. "Ah, mas em jogo único tudo pode acontecer". Pode. Mas raramente acontece hoje em dia. Quando olhamos para o resultado de mundial de clubes recente, como a vitória avassaladora do Manchester City sobre o Fluminense por 4 a 0 em 2023, o que vimos foi um nó tático e técnico. O time de Fernando Diniz tentou ser corajoso, manteve a posse, mas a transição defensiva contra jogadores do nível de Rodri e Phil Foden é um suicídio assistido.
O City nem precisou do Haaland para dar um baile. Isso diz muito.
A questão é que o topo do futebol europeu se tornou uma seleção mundial permanente. O Real Madrid de Carlo Ancelotti, quando venceu o Al-Hilal por 5 a 3 na edição anterior, mostrou que até quando a defesa cochila, o ataque resolve com uma naturalidade assustadora. Vinícius Júnior e Valverde brincaram. O time saudita, mesmo com milhões de dólares investidos e jogadores de renome, ainda parecia um degrau abaixo no quesito intensidade. A intensidade, aliás, é a palavra-chave. O ritmo da Premier League ou da Champions é outro esporte.
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Por que os clubes brasileiros pararam de incomodar?
Não é falta de talento individual. O Brasil continua exportando os melhores do mundo. O problema é que o resultado de mundial de clubes reflete o fato de que os nossos melhores talentos estão vestindo a camisa do adversário. É o ciclo da exportação.
Vejamos alguns pontos fundamentais para entender esse distanciamento:
- O calendário sul-americano é um moedor de carne. Os times chegam em dezembro (ou na data que o torneio for marcado) completamente exaustos após 70 jogos na temporada.
- Janelas de transferência que desmancham elencos no meio do ano. Você ganha a Libertadores com um time e joga o Mundial com outro, muitas vezes perdendo seu melhor volante ou centroavante para o mercado externo.
- A diferença de investimento em ciência do esporte e análise de dados. Embora tenha melhorado muito no Brasil com clubes como Palmeiras e Flamengo, a infraestrutura dos gigantes europeus ainda é de outro planeta.
O novo formato da FIFA para 2025: A morte do sonho?
Se você achava difícil agora, prepare o coração. O resultado de mundial de clubes vai mudar de cara drasticamente com o Super Mundial da FIFA. Em vez de um torneio curto de tiro rápido, teremos uma competição de um mês, com 32 clubes. Basicamente uma Copa do Mundo de clubes.
Isso é bom ou ruim? Depende do ponto de vista.
Para o entretenimento, é fantástico. Veremos confrontos que antes só víamos em amistosos de pré-temporada. Mas, para a competitividade real, as chances de um sul-americano ou um time da Ásia/África levantar o troféu diminuíram drasticamente. Em um torneio longo, a profundidade do elenco conta muito. Se o Real Madrid perde um titular, entra outro do mesmo nível. Se o campeão da Libertadores perde seu principal articulador por lesão, o nível cai 40%. É matemática pura.
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Gianni Infantino quer transformar o torneio no maior evento de clubes da Terra. O problema é que ele pode acabar criando uma "Champions League 2.0" com convidados de honra que servem apenas como figurantes nas oitavas de final.
O fator "Zebra": Elas ainda existem?
Para falar a verdade, a maior surpresa nos últimos anos não foi um time sul-americano vencendo, mas sim eles nem chegarem na final. O Mazembe em 2010 abriu a porteira. Depois teve Raja Casablanca contra o Atlético-MG em 2013, Kashima Antlers contra o Atlético Nacional em 2016, Al-Ain contra o River Plate em 2018... e por aí vai.
Hoje, o maior medo de um brasileiro não é perder para o Real Madrid. É cair na semifinal para um time do Egito ou da Arábia Saudita. O Al-Ahly, por exemplo, tornou-se o terror dos favoritos. Eles têm um modelo de jogo extremamente físico e uma experiência em mundiais que muitos clubes grandes do Brasil ainda não possuem no currículo recente. O resultado de mundial de clubes parou de ser uma garantia de "Final: América x Europa".
Lições práticas para quem quer entender o jogo
Se você gosta de apostar ou apenas quer ter uma discussão mais inteligente no bar, esqueça o clubismo por um segundo. Olhe os números. A posse de campo, a média de gols por partida e a distância percorrida em alta intensidade.
O futebol moderno é ocupação de espaço. O Manchester City de Guardiola não vence apenas porque tem jogadores melhores, mas porque o posicionamento médio dos jogadores impede que o adversário respire. Quando o Fluminense tentou sair jogando curto, eles foram engolidos por uma pressão coordenada que é treinada à exaustão. Para mudar o resultado de mundial de clubes no futuro, os clubes fora da Europa precisam investir menos em "medalhões" em fim de carreira e mais em sistemas táticos que priorizem a transição rápida.
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Não dá para ganhar dos caras jogando o jogo deles. É preciso ser cirúrgico.
O que esperar das próximas edições
A tendência é uma estabilização. O topo da pirâmide está muito bem protegido. O que podemos esperar é uma briga muito maior pelo terceiro lugar e semifinais cada vez mais equilibradas entre o "resto do mundo". O domínio europeu é um fenômeno econômico que o futebol sozinho não consegue resolver.
Para os clubes sul-americanos, resta o planejamento de longo prazo. O Palmeiras de Abel Ferreira e o Flamengo de alguns anos atrás mostraram que é possível competir, levar o jogo para a prorrogação ou perder por detalhe. Mas o detalhe, no nível de elite, custa 100 milhões de libras.
Se você quer acompanhar o próximo resultado de mundial de clubes com olhos de especialista, preste atenção nestes pontos:
- Observe o tempo de recuperação dos times antes da estreia.
- Analise como o time europeu lida com o clima (muitas vezes o calor do Oriente Médio ou do verão americano pesa).
- Veja se o time sul-americano consegue manter a compactação defensiva por mais de 60 minutos. Geralmente, é aos 70 que o físico abre o bico e os gols saem.
A verdade nua e crua é que o mundial de clubes é o torneio mais injusto do mundo. E é exatamente por isso que a gente continua assistindo. Porque o dia que o Davi derrubar o Golias de novo, vai ser a maior história do ano. Até lá, a gente vai aceitando que a Europa é outro planeta.
Próximos passos para entender o cenário internacional:
Monitore as movimentações da FIFA em relação às vagas do novo Mundial de 2025. O critério de ranking da CONMEBOL é a chave para entender quem terá fôlego financeiro para tentar quebrar a hegemonia. Estude como clubes como o Al-Hilal e Al-Nassr estão alterando a balança de poder na Ásia; o investimento massivo deles pode colocar os clubes árabes como a segunda força global, ultrapassando os brasileiros em termos de peças individuais no curto prazo. Fique de olho na janela de transferências de janeiro de 2026, pois ela ditará o nível técnico das equipes que chegarão ao torneio principal.