O que fazer em Las Vegas: Onde a maioria dos turistas erra feio

O que fazer em Las Vegas: Onde a maioria dos turistas erra feio

Vegas é um soco na cara. De um jeito bom, claro. Você desembarca no Aeroporto Harry Reid e, antes mesmo de pegar as malas, já ouve o tilintar das máquinas de caça-níqueis. É barulhento. É caótico. E, sinceramente, é um dos lugares mais incompreendidos do planeta. Muita gente acha que decidir o que fazer em Las Vegas se resume a perder dinheiro no blackjack ou ver fontes dançantes, mas se você ficar preso só na Strip, você está perdendo a alma do deserto de Mojave.

Eu já vi de tudo naquela cidade. Desde casamentos celebrados por um Elvis que parecia ter acabado de acordar de uma soneca de três dias até a sofisticação absurda dos restaurantes com estrelas Michelin que fazem o seu cartão de crédito chorar. Mas quer saber a verdade? O segredo para não odiar Vegas depois de 48 horas é o equilíbrio.

A obsessão pela Strip e por que você precisa sair dela

A Las Vegas Boulevard é o coração pulsante. Obviamente. Você tem o Bellagio com suas águas coreografadas e o Caesars Palace que parece um delírio febril de um historiador romano com acesso a luzes de neon. É magnífico. Mas a Strip é cansativa. Andar de um hotel para o outro parece perto no mapa, mas na vida real? São quilômetros de escadas rolantes quebradas e multidões segurando copos de dois litros de margarita.

Se você quer entender a verdadeira Vegas, pegue um Uber e vá para Downtown. Especificamente para a Fremont Street.

Lá, o teto é uma tela de LED gigante chamada Viva Vision. É cafona? Sim. É essencial? Com certeza. O Neon Museum é onde os letreiros antigos vão para morrer — ou melhor, para brilhar eternamente. Ver o letreiro original do Stardust de perto dá uma perspectiva histórica que os cassinos modernos de vidro e aço simplesmente não conseguem replicar. É a Vegas de Frank Sinatra e do Rat Pack, antes das corporações assumirem o controle total de cada centímetro quadrado de carpete.

O lado natural que ninguém te conta

Muita gente esquece que Las Vegas está no meio de um dos desertos mais impressionantes do mundo. O Red Rock Canyon fica a apenas 20 minutos de carro. As rochas são de um vermelho tão intenso que parecem pintadas à mão. Você pode fazer trilhas, escalar ou apenas dirigir pelo Scenic Loop de 21 quilômetros. É o antídoto perfeito para a ressaca de luzes artificiais e ar-condicionado reciclado.

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E tem o Valley of Fire. É um pouco mais longe, cerca de uma hora de viagem, mas vale cada gota de gasolina. As formações rochosas de arenito asteca datam do período jurássico. É o tipo de lugar onde você se sente muito pequeno, o que é ótimo depois de passar o dia em um cassino que tenta te convencer de que você é o rei do mundo.

Espetáculos: Além do óbvio

Quando se pensa em o que fazer em Las Vegas, o Cirque du Soleil é o nome que surge imediatamente. O "O" no Bellagio continua sendo a obra-prima técnica deles, com um palco que vira uma piscina profunda em segundos. É bizarro de tão bem feito. Mas nem só de acrobacias aquáticas vive a cidade.

  • Absinthe no Caesars Palace: Esqueça o ambiente familiar. Esse show acontece em uma tenda do lado de fora do hotel e é politicamente incorreto, sujo e absolutamente brilhante. É uma mistura de cabaré, circo e stand-up comedy que faz você se perguntar como eles ainda não foram presos.
  • Sphere: A nova esfera gigante não é apenas uma tela externa. O show "Postcard from Earth" de Darren Aronofsky lá dentro é uma experiência sensorial que faz o cinema IMAX parecer uma TV de tubo dos anos 90. O som vem do chão, o cheiro muda conforme a cena e a resolução da tela desafia o que o olho humano consegue processar.
  • Residências musicais: De Adele a Garth Brooks. Esses shows não são turnês comuns; são produções construídas especificamente para aqueles teatros. A acústica é perfeita porque o artista não precisa montar e desmontar o palco toda noite.

A gastronomia que não é buffet de 10 dólares

Houve um tempo em que Vegas era famosa pelos buffets baratos e ruins. Esqueça isso. Hoje, a cidade é um dos maiores polos gastronômicos dos Estados Unidos. Se você quer gastar, o Joël Robuchon no MGM Grand é o ápice. É caro? Sim. É uma experiência religiosa em forma de comida? Também.

Mas a magia real está no "Off-Strip". A Chinatown de Las Vegas, na Spring Mountain Road, tem alguns dos melhores restaurantes de comida asiática do país. O Raku é um grill japonês (robata) que os chefs dos grandes hotéis frequentam quando saem do turno à meia-noite. O tofu caseiro deles vai mudar sua vida. Sério.

E tem o Lotus of Siam. Frequentemente citado por críticos como o melhor restaurante tailandês da América. Não fica em um palácio de mármore. Fica em um centro comercial comum. O Khao Soi (um curry de macarrão do norte da Tailândia) é o motivo pelo qual as pessoas pegam aviões para vir aqui.

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O que fazer em Las Vegas para quem não joga

Honestamente, você pode passar uma semana inteira lá sem tocar em uma ficha de pôquer.

  1. High Roller: A roda-gigante oferece a melhor vista da cidade ao pôr do sol.
  2. Pinball Hall of Fame: Centenas de máquinas vintage que você pode realmente jogar. É barulhento, nostálgico e custa apenas algumas moedas.
  3. Area15: Um complexo de entretenimento imersivo. O destaque é o Meow Wolf’s Omega Mart, que parece um supermercado comum, mas é na verdade uma instalação de arte surrealista onde você pode entrar pelas geladeiras e sair em dimensões paralelas. É trippy pra caramba.
  4. Mob Museum: Localizado no antigo tribunal de Downtown, ele conta a história real do crime organizado e como a máfia basicamente construiu a cidade. Eles têm até o muro original do Massacre de São Valentim, com buracos de bala e tudo.

O mito do "O que acontece em Vegas fica em Vegas"

A frase é boa para o marketing, mas a realidade é que Las Vegas é uma cidade de alta tecnologia e vigilância constante. Não seja o turista que perde a linha. A segurança dos cassinos é lendária e eles não têm senso de humor para comportamento agressivo ou excessos que prejudiquem outros hóspedes.

Outra coisa: Vegas é seca. Muito seca. Você vai desidratar sem perceber porque o suor evapora instantaneamente. Beba água. Muita água. Entre uma bebida alcoólica e outra, tome um copo de água se você não quiser passar o segundo dia da viagem trancado no quarto com as cortinas fechadas.

Como se locomover sem falir

Os táxis na Strip têm tarifas fixas saindo do aeroporto, o que é bom. Mas dentro da cidade, o Uber e o Lyft costumam ser mais pratícos, embora as áreas de embarque sejam escondidas em garagens de estacionamento, nunca na porta principal dos hotéis. O Monorail é útil se você estiver indo do MGM Grand para o Sahara, mas ele fica na parte de trás dos hotéis, então prepare-se para andar bastante só para chegar à estação.

Se você gosta de caminhar, use sapatos confortáveis. Eu sei, você quer sair bonito na foto, mas as distâncias em Vegas são ilusórias. O que parece ser "logo ali no próximo prédio" é, na verdade, uma caminhada de 20 minutos sob um sol de 40 graus ou ventos cortantes no inverno.

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O veredito sobre o planejamento

Vegas recompensa quem pesquisa, mas pune quem planeja cada minuto. Deixe espaço para o inesperado. Talvez você acabe em um bar escondido (speakeasy) atrás de uma barbearia no Cosmopolitan, ou talvez decida passar a tarde vendo os flamingos reais no habitat do hotel Flamingo.

A cidade é um buffet de experiências. Pegue um pouco de cada coisa. Um pouco de luxo, um pouco de natureza, um pouco de história suja de Downtown e, claro, um pouco de insanidade visual.


Próximos passos para sua viagem:

  • Reserve seus jantares agora: Os restaurantes mais famosos, como o Hell's Kitchen do Gordon Ramsay, esgotam com semanas de antecedência.
  • Verifique o calendário de convenções: Se houver um evento gigante como a CES (Consumer Electronics Show), os preços dos hotéis triplicam. Tente evitar essas datas.
  • Compre ingressos para shows no meio da semana: Geralmente é mais barato e menos lotado do que de sexta a domingo.
  • Baixe os aplicativos dos hotéis: Muitas vezes o check-in digital economiza uma hora de fila no balcão principal.

Vegas não é apenas um destino; é um estado de espírito exagerado. Aproveite o excesso, mas saiba quando sair de cena para ver o deserto. É esse contraste que faz a viagem valer a pena.