O que esperar de Branca de Neve 2025: Por que o live-action da Disney está dando o que falar

O que esperar de Branca de Neve 2025: Por que o live-action da Disney está dando o que falar

A Disney está mexendo em um vespeiro. Não tem outra forma de dizer. Quando o estúdio anunciou que faria uma versão live-action do seu primeiríssimo longa-metragem de animação, muita gente já previu o barulho. E cá estamos. O filme Branca de Neve 2025 (ou Snow White, no original) se tornou um dos projetos mais comentados, criticados e aguardados dos últimos tempos, e não é só pela nostalgia. É pela polêmica pura.

Sério.

Se você acompanhou os trailers ou as notícias recentes, sabe que essa não é a história que sua avó te contava. Ou talvez seja, mas com uma roupagem que tenta desesperadamente se encaixar no século 21. A produção passou por adiamentos, refilmagens e uma troca de visual completa em elementos fundamentais. O filme, que inicialmente chegaria aos cinemas em 2024, foi empurrado para 21 de março de 2025. E esse tempo extra não foi só para polir o CGI. Foi para tentar salvar a imagem de um filme que virou alvo de debates acalorados antes mesmo do primeiro frame oficial ser divulgado.

O peso de Rachel Zegler e a nova personalidade da princesa

Rachel Zegler. Guarde esse nome, embora você provavelmente já o conheça de Amor, Sublime Amor ou Jogos Vorazes. Ela é a face da Branca de Neve 2025. E ela não tem medo de falar o que pensa. Esse foi, inclusive, o estopim de muita reclamação online. Em diversas entrevistas, Zegler deixou claro que a versão de 1937 está "extremamente datada" no que diz respeito à abordagem das mulheres em cargos de poder.

Ela chegou a brincar que o Príncipe Encantado era um "stalker" na animação original. Muita gente não curtiu.

A proposta aqui é transformar a Branca de Neve em uma líder. Alguém que não está esperando ser salva por um beijo de amor verdadeiro, mas que está descobrindo como se tornar a governante que seu pai queria que ela fosse. É uma mudança de arquétipo drástica. Sai a passividade, entra a agência. Isso faz sentido para o público de hoje? Provavelmente. Mas mexe com o cerne do conto de fadas clássico, o que sempre gera faísca. Zegler tem um talento vocal absurdo, o que é essencial, já que o filme continua sendo um musical. Mas o desafio dela vai além de cantar "Whistle While You Work". Ela precisa convencer uma legião de fãs céticos de que essa nova personalidade faz justiça à personagem.

Gal Gadot: A Rainha Má que rouba a cena

Do outro lado do espelho, temos Gal Gadot. A Mulher-Marav trocou o laço da verdade por uma maçã envenenada. Honestamente, a escolha parece certeira. Gadot tem aquela presença imponente que a Rainha Má exige. No primeiro trailer oficial, lançado durante a D23, vimos um pouco da estética dela. É pesado, é sombrio e, de certa forma, muito fiel ao visual icônico da Disney, com a gola alta e a coroa afiada.

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Gadot mencionou em coletivas que interpretar uma vilã foi "delicioso". Ela pôde ser dramática, teatral e exagerada. A dinâmica entre ela e Zegler deve ser o ponto alto do filme. A grande questão é se o roteiro vai dar profundidade à Rainha ou se ela será apenas a mulher obcecada pela beleza de sempre. Em um mundo pós-Malévola, o público espera um pouco mais de nuance, embora, às vezes, um vilão puramente mau seja exatamente o que a gente precisa para a história funcionar.

Os Sete Anões... ou Criaturas Mágicas? Ou CGI?

Aqui a coisa ficou feia. Literalmente.

No início da produção de Branca de Neve 2025, vazaram fotos de set que mostravam sete pessoas de diferentes estaturas, etnias e gêneros acompanhando a dublê da protagonista. A internet quebrou. A Disney foi acusada de "lacrar" ao substituir os anões clássicos por "criaturas mágicas" para evitar estereótipos, seguindo críticas públicas de atores como Peter Dinklage (Game of Thrones). Dinklage questionou a lógica de ser progressista ao escalar uma atriz latina, mas manter uma história "retrógrada" sobre sete anões vivendo em uma caverna.

A Disney ouviu. E depois desouviu? É confuso.

Após o feedback negativo massivo sobre as fotos vazadas e a ideia de abandonar os anões, o estúdio mudou o curso. A imagem oficial liberada posteriormente — e o que vemos no trailer — mostra sete anões criados inteiramente por computação gráfica (CGI). Eles lembram muito o design da animação de 1937, mas com um realismo que beira o estranho. É o famoso "vale da estranheza". Dunga, Zangado, Mestre... todos estão lá, mas em versões digitais que geraram novos debates sobre por que não contrataram atores com nanismo para os papéis, em vez de usar bonecos de computador.

Essa indecisão criativa é o maior ponto de interrogação do projeto. O adiamento de um ano serviu justamente para trabalhar esses efeitos visuais e tentar encontrar um meio-termo que não ofendesse ninguém, mas que ainda vendesse ingressos.

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A trilha sonora: Entre o clássico e o novo

Marc Platt está na produção. Benj Pasek e Justin Paul, a dupla por trás de La La Land e The Greatest Showman, escreveram novas músicas para o filme. Isso é um selo de qualidade gigante. Eles sabem escrever hits que grudam na cabeça e que funcionam emocionalmente.

As músicas originais, como "Heigh-Ho", estarão lá, mas reimaginadas. O desafio aqui é equilibrar o som clássico de Hollywood dos anos 30 com a estrutura pop de um musical moderno. Se você gostou do que eles fizeram em Aladdin (o live-action), provavelmente vai gostar daqui. Se você é um purista que acha que ninguém deveria tocar nas composições de Frank Churchill e Larry Morey, bom, prepare os ouvidos para algo bem diferente.

Por que Branca de Neve 2025 importa tanto para a Disney?

Não é só mais um filme. É o filme.

O estúdio está em uma fase complicada. Alguns de seus últimos lançamentos não atingiram as expectativas de bilheteria e a estratégia de remakes live-action está começando a cansar o público. A Pequena Sereia foi bem, mas não foi o fenômeno avassalador que se esperava. Branca de Neve 2025 é o teste definitivo. Se a Disney conseguir transformar seu título mais sagrado em um sucesso contemporâneo, eles provam que a fórmula ainda tem fôlego. Se fracassar, o modelo de negócios de "reciclar clássicos" pode sofrer uma mudança drástica.

Greta Gerwig (sim, a diretora de Barbie) co-escreveu o roteiro junto com Erin Cressida Wilson. Isso traz uma camada de expectativa intelectual para o filme. Gerwig é mestre em subverter expectativas femininas e dar voz a personagens que antes eram bidimensionais. Ter o dedo dela nessa história sugere que a "nova" Branca de Neve terá muito o que dizer sobre independência e identidade.

Fatos que você precisa saber agora

  • Data de Lançamento: 21 de março de 2025.
  • Direção: Marc Webb (o mesmo de 500 Dias com Ela e O Espetacular Homem-Aranha).
  • Protagonistas: Rachel Zegler como Branca de Neve e Gal Gadot como a Rainha Má.
  • Onde estão os anões? Eles são personagens de CGI baseados no visual clássico, abandonando a ideia inicial de "companheiros de tamanhos variados".
  • O Príncipe: Andrew Burnap interpreta um novo personagem chamado Jonathan, que não é necessariamente o "príncipe" clássico, mas o interesse amoroso e aliado.

O que esperar quando as luzes se apagarem

Kinda óbvio que o visual vai ser deslumbrante. A Disney não economiza em figurino e cenografia. O figurino da Branca de Neve, com as cores primárias saltando na tela, parece uma pintura que ganhou vida. Mas a alma do filme vai depender da química.

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Você vai ver uma história de amadurecimento. Esqueça a menina que limpa a casa para sete mineiros enquanto espera o amor chegar. A Branca de Neve de 2025 vai lutar. Ela vai liderar uma resistência. Ela vai encarar a madrasta não só por ser "mais bonita", mas por uma visão de reino. É um épico de fantasia com raízes em contos de fadas.

Honertamente, o sucesso ou o fracasso vai depender de como o público vai encarar essas mudanças. Existe uma fadiga de "mensagens modernas" em histórias antigas? Talvez. Mas também existe um público jovem que quer se ver representado de forma ativa.

Como se preparar para a estreia

Se você quer chegar no cinema sabendo de tudo, a dica é simples. Reassista à animação original de 1937 primeiro. É curta, tem pouco mais de uma hora. Perceba os silêncios, a inocência e a crueldade daquela Rainha. Depois, dê uma olhada no trabalho da Rachel Zegler no Youtube, especialmente ela cantando ao vivo. Isso vai te dar a dimensão do porquê ela foi escolhida, apesar de todas as controvérsias de internet.

Fique de olho nos próximos trailers. Geralmente, o segundo trailer revela mais sobre a personalidade dos anões digitais, que é onde reside o maior medo dos fãs de efeitos especiais. Se eles parecerem "reais" o suficiente para não distrair da história, o filme tem meia batalha vencida.

O que fazer agora:

  • Siga os perfis oficiais da Disney: As datas de pré-venda de ingressos costumam ser anunciadas cerca de um mês antes da estreia (fevereiro de 2025).
  • Evite os vazamentos de má qualidade: Muita coisa que circula no TikTok é montagem ou de inteligência artificial; confie apenas em canais como a Variety ou o Deadline para notícias reais sobre refilmagens.
  • Compare as trilhas: Ouça a trilha sonora original nas plataformas de streaming para ter o contraste fresco na memória quando as novas versões de Pasek & Paul saírem.

Branca de Neve 2025 promete ser o evento cinematográfico mais polarizador do ano. Seja pelo amor ao clássico ou pela curiosidade do novo, todo mundo vai ter uma opinião. E, no fim das contas, é exatamente isso que a Disney quer: que você esteja lá para ver com seus próprios olhos.