Eleições americanas 2024 candidatos: o que realmente definiu a volta de Trump

Eleições americanas 2024 candidatos: o que realmente definiu a volta de Trump

A poeira finalmente baixou, mas o impacto das urnas ainda ecoa. Muita gente achou que seria uma disputa de semanas, com recontagens infinitas e tribunais lotados. Não foi. O que vimos nas eleições americanas 2024 candidatos e resultados foi uma onda vermelha que poucos analistas conseguiram prever com exatidão. Donald Trump não apenas venceu; ele redesenhou o mapa eleitoral dos Estados Unidos de um jeito que a gente não via há décadas.

Honestamente, a jornada até aqui foi um caos completo. Tivemos desistências históricas, atentados e uma troca de última hora no topo da chapa democrata que pareceu saída de um roteiro de cinema. Se você quer entender quem foram as peças desse tabuleiro e por que o resultado final foi tão avassalador, senta aí. Vamos dissecar isso sem o "juridiquês" ou a enrolação técnica de sempre.

Os nomes que sobraram no ringue: Eleições americanas 2024 candidatos

No fim das contas, a disputa se resumiu a dois grandes blocos, mas o caminho foi cheio de curvas.

Donald Trump: O retorno improvável

Trump conseguiu o que apenas Grover Cleveland tinha feito lá no século 19: voltar à Casa Branca após ter perdido uma tentativa de reeleição. Ele não veio sozinho. Escolheu JD Vance, o senador de Ohio, como seu vice. A estratégia? Falar diretamente com o trabalhador do "Rust Belt" (o cinturão industrial) que se sentia esquecido. E funcionou. Trump levou 312 votos no Colégio Eleitoral. É um número pesado. Ele venceu em todos os sete estados-pêndulo (swing states), incluindo a Pensilvânia e o Michigan.

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Kamala Harris: A aposta de última hora

Depois que Joe Biden jogou a toalha em julho de 2024 — algo que nunca tinha acontecido tão perto de uma eleição — a vice-presidente Kamala Harris assumiu o bastão. Ela trouxe Tim Walz, governador de Minnesota, para tentar equilibrar a chapa com um ar de "pai de família do interior". Kamala focou muito na questão do aborto e na defesa da democracia. Mas, no fim, os 226 votos eleitorais que ela conseguiu não foram suficientes para segurar a insatisfação com a economia.

O fator Robert F. Kennedy Jr.

Kinda bizarro o papel que o RFK Jr. jogou nessas eleições americanas 2024 candidatos. No início, ele era a grande ameaça de "spoiler" (o candidato que rouba votos suficientes para mudar o vencedor). Ele começou como democrata, virou independente e, em agosto, suspendeu a campanha para apoiar Trump.

Muita gente se pergunta: os votos dele fizeram falta para a Kamala? Provavelmente sim. Kennedy tinha um apelo forte com jovens e pessoas céticas com o sistema. Ao sair da disputa em estados cruciais e pedir votos para o republicano, ele ajudou a consolidar a margem de Trump em lugares onde cada milhar de votos contava.

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Por que os democratas perderam o "muro azul"?

Basicamente, o problema foi o bolso. Por mais que os números macroeconômicos estivessem melhorando, o americano médio sentia o preço do leite e da gasolina lá no alto. Harris tentou se desvincular da imagem de Biden, mas é difícil ser "mudança" quando você já está no governo.

Além disso, houve uma mudança demográfica que assustou muita gente:

  • Voto Latino: Trump teve o melhor desempenho de um republicano entre latinos em décadas.
  • Jovens Homens: O discurso mais agressivo e focado em "liberdade total" de Trump ressoou com homens abaixo dos 30 anos.
  • Segurança de Fronteira: Esse tópico virou o centro de tudo no Texas e no Arizona.

Outros candidatos que você talvez nem viu

Teve mais gente na cédula, claro. Jill Stein (Partido Verde) e Chase Oliver (Libertário) estavam lá. Eles pegaram fatias minúsculas — menos de 1% cada um na maioria dos estados — mas em uma eleição apertada, esses "restos" sempre geram discussões acaloradas sobre quem eles prejudicaram mais.

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O que acontece agora?

Donald Trump foi diplomado e a posse aconteceu em 20 de janeiro de 2025. O controle republicano agora é total: eles levaram o Senado e mantiveram a Câmara. Isso significa que o caminho está livre para as promessas de campanha, como as tarifas de importação massivas e a política de deportação que ele tanto mencionou.

Para quem acompanha de fora, o resumo é simples: os EUA optaram por uma volta ao nacionalismo econômico. A Kamala Harris, apesar de ter arrecadado recordes de fundos de campanha, não conseguiu convencer o eleitor de que o futuro com ela seria diferente do presente com Biden.


Insights práticos para você acompanhar os próximos passos:

  1. Monitore as tarifas: Se você importa produtos ou investe em ações, as novas taxas alfandegárias de Trump podem mudar os preços bem rápido.
  2. De olho no Fed: Com a promessa de crescimento acelerado e tarifas, a inflação pode dar as caras de novo, o que mexe nos juros globais.
  3. Relações Internacionais: O foco agora é "America First". Espere uma postura mais dura com a China e uma pressão imensa para resolver o conflito na Ucrânia nos termos que Trump achar melhor.

A política americana nunca é só sobre eles. O que foi decidido por esses eleições americanas 2024 candidatos vai bater no seu bolso e nas notícias do Brasil pelos próximos quatro anos. É bom ficar de olho.