Se você acordou hoje e correu para o Google para ver qual a cotação do dólar hoje no Brasil, provavelmente deu de cara com aquele número que não para quieto. Sábado, 17 de janeiro de 2026. O mercado financeiro está tecnicamente fechado, mas o mundo não para. O dólar comercial encerrou a última sessão valendo R$ 5,37.
É um número que mexe com tudo. Desde o preço do pãozinho na padaria até aquela viagem que você está tentando planejar para o final do ano. Mas ó, não se engane: o valor que você vê no jornal ou no app da corretora é o dólar comercial. Se você está pensando em viajar, o buraco é mais embaixo. O dólar turismo, aquele que a gente compra em espécie, costuma ser uns 20 ou 30 centavos mais caro por causa de taxas, IOF e a margem das casas de câmbio.
Honestly, o cenário cambial no Brasil virou uma montanha-russa emocional.
Por que o dólar não para de oscilar?
Muita gente acha que o dólar sobe só porque o governo falou algo que o mercado não gostou. Kinda. Mas é bem mais complexo. O dólar é como o termômetro de uma febre: ele indica que algo está acontecendo, mas nem sempre a causa é óbvia.
Neste comecinho de 2026, estamos vivendo o efeito de duas forças gigantescas se empurrando. De um lado, os Estados Unidos estão finalmente ajustando os juros por lá. Quando os juros americanos caem, o dólar tende a perder força globalmente porque os investidores buscam retornos maiores em outros lugares, como o Brasil. Por outro lado, o nosso cenário interno é o que realmente dita o ritmo aqui no quintal.
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Estamos em um ano de movimentações políticas intensas. O mercado financeiro é bizarramente sensível a qualquer sinal de descontrole nas contas públicas. Se o investidor estrangeiro sente que o Brasil vai gastar mais do que arrecada, ele tira o dinheiro daqui. Menos dólar circulando? O preço sobe. Simples assim. É a lei da oferta e da procura na sua forma mais bruta.
Dólar Comercial vs. Dólar Turismo
Muita gente se perde aqui. Basicamente:
- Dólar Comercial: Usado por grandes empresas para importar e exportar. É o valor de referência que você vê no Jornal Nacional.
- Dólar Turismo: É o que você paga no balcão da corretora. Ele inclui o custo de logística (trazer o papel moeda pro Brasil) e o lucro da empresa.
Sabe aquele papo de "vou esperar o dólar cair pra comprar"? Às vezes, esperar demais por uma queda de 5 centavos faz você perder a janela de oportunidade quando ele sobe 15 de uma vez. O câmbio no Brasil não é para amadores.
Previsões para 2026: O que dizem os especialistas?
Dando uma olhada no que os economistas de bancas como Itaú e BTG Pactual estão falando, a palavra de ordem é volatilidade. O último Boletim Focus, que é basicamente o resumo do que o mercado espera, aponta para um dólar encerrando o ano na casa dos R$ 5,30 a R$ 5,50.
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Mas tem um detalhe: se as reformas fiscais não avançarem no Congresso, tem gente falando em R$ 5,60 fácil até o terceiro trimestre. É um cenário "binário", como dizem os gestores. Ou as coisas se ajustam e o real ganha força, ou a incerteza política joga o dólar nas alturas.
Para o brasileiro comum, isso significa que a inflação pode continuar incomodando. Afinal, o Brasil importa muita tecnologia e fertilizantes, e tudo isso é pago em dólar. Quando o dólar sobe, o custo de produção sobe e, lá na ponta, o supermercado fica mais caro.
Como se proteger dessa variação?
Não adianta entrar em pânico. Se você tem compromissos em dólar ou quer viajar, o segredo é a diversificação.
- Compras escalonadas: Vai viajar em julho? Comece a comprar um pouco de dólar todo mês. Assim você faz um "preço médio" e não corre o risco de comprar tudo no dia mais caro do ano.
- Contas globais: Plataformas como Wise ou Nomad facilitam muito a vida. Elas usam o dólar comercial (ou algo muito próximo disso) e cobram taxas menores que os bancos tradicionais.
- Investimentos dolarizados: Ter uma parte do seu patrimônio em ativos atrelados à moeda americana é, basicamente, um seguro. Se o Brasil der errado, sua reserva em dólar te protege.
O impacto no seu bolso hoje
A cotação de R$ 5,37 não é exatamente um desastre, mas está longe de ser o paraíso de alguns anos atrás. Para quem consome produtos importados — de eletrônicos a perfumes — o impacto é imediato. Até o preço da carne pode subir, já que o produtor prefere exportar para ganhar em dólar do que vender aqui dentro por real desvalorizado.
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Honestamente, a melhor estratégia agora é cautela. Não é o momento de fazer grandes dívidas em moeda estrangeira se você não tem receita em dólar. O mercado brasileiro em 2026 vai ser marcado por muita notícia política e barulho internacional.
Mantenha um olho no câmbio, mas o outro na sua reserva de emergência. O dólar hoje é um reflexo da nossa confiança no futuro. E confiança, como a gente sabe, leva tempo para construir e segundos para desmoronar.
Ações recomendadas para agora:
- Verifique sua fatura: Se você fez compras internacionais recentemente, cheque a taxa de conversão do seu cartão. Alguns bancos aplicam um spread bizarro sobre a cotação oficial.
- Evite o papel moeda se possível: Use cartões de débito internacionais em viagens. A economia em IOF e taxa de câmbio pode chegar a 10% em comparação com o dinheiro vivo comprado em espécie.
- Acompanhe o fechamento de segunda-feira: Como hoje é sábado, o valor está "congelado". A verdadeira tendência da semana só vai aparecer quando as bolsas abrirem na segunda de manhã.