Cotação do dólar em real brasileiro: O que ninguém te conta sobre o rali de 2026

Cotação do dólar em real brasileiro: O que ninguém te conta sobre o rali de 2026

Você já acordou, olhou o celular e pensou: "Sério que o dólar caiu de novo?". Pois é. Se você está acompanhando a cotação do dólar em real brasileiro nestas primeiras semanas de 2026, deve ter notado que o clima mudou. Depois de um 2024 caótico onde a moeda bateu recordes assustadores de R$ 6,75, o cenário agora é outro. Estamos em janeiro, o sol está rachando e o real resolveu mostrar uma força que muita gente duvidava que ele ainda tivesse.

Honestly, o mercado financeiro é uma montanha-russa emocional. Em um dia, estamos todos preocupados com o "tarifaço" do Trump contra países que negociam com o Irã. No outro, o varejo brasileiro surpreende positivamente com uma alta de 1,0% nas vendas de novembro, e pronto: o dólar recua para a casa dos R$ 5,36. É aquele tipo de volatilidade que faz qualquer planejamento de viagem ou importação parecer um jogo de azar.

O que está segurando a cotação do dólar em real brasileiro agora?

A resposta curta? Juros. Juros altos pra caramba.
Enquanto o resto do mundo começa a respirar com taxas menores, o Brasil entrou em 2026 com a Selic cravada em 15% ao ano. É o maior nível desde 2006.

Isso cria um imã para o dinheiro estrangeiro. O investidor gringo olha para o mundo, vê os Estados Unidos cortando taxas para a faixa de 3,50% e pensa: "Vou levar meus dólares para o Brasil e ganhar 15% com risco controlado". Esse movimento, que os engravatados chamam de carry trade, é o grande herói (ou vilão, dependendo de quem você pergunta) da valorização do real neste início de ano.

Mas não é só isso. O Banco Central deu um soco na mesa recentemente. A liquidação extrajudicial do Reag em 15 de janeiro ajudou a limpar alguns "fantasmas" que rondavam o sistema financeiro, como as suspeitas de contágio vindas do Banco Master. Quando o regulador age rápido, o prêmio de risco cai. E quando o risco cai, a cotação do dólar em real brasileiro tende a ceder.

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O fator Trump e a geopolítica de janeiro

Não dá para falar de dólar sem falar da Casa Branca. Donald Trump voltou com tudo e, desta vez, a mira está nas relações comerciais. No dia 12 de janeiro, ele ameaçou impor tarifas de 25% a qualquer país que mantenha negócios com o Irã. Como o Brasil teve um superávit de US$ 2,8 bilhões com os iranianos recentemente, o mercado deu aquela tremida básica.

Aquela sensação de "o que vai acontecer amanhã?" faz com que a moeda não caia tanto quanto poderia. É um cabo de guerra. De um lado, o BC brasileiro segurando os juros no alto; do outro, a incerteza de Washington sobre tarifas e retaliações.


Onde o dólar vai parar em 2026?

Se você abrir o último Boletim Focus, vai ver que a galera que mexe com bilhões de reais está projetando o dólar a R$ 5,50 para o fim de 2026. Já faz umas 13 semanas que eles não mudam essa previsão. É uma estabilidade que chega a ser estranha, né?

Mas aqui está o pulo do gato: essa projeção é uma média. No dia a dia, a história é diferente.

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  • Março é o mês chave: É quando o mercado espera que o Copom finalmente comece a cortar a Selic. Se os juros caírem muito rápido, o dólar sobe.
  • Eleições no radar: 2026 é ano de eleição no Brasil. Conforme o calendário avança e as pesquisas começam a ditar o humor do Congresso, a volatilidade volta com força.
  • O "teto" dos R$ 5,50: Muitos analistas acreditam que o real deve se depreciar gradualmente até o fim do ano, fechando próximo a esse patamar, mas com muitos sustos no caminho.

O Banco Central de Gabriel Galípolo está em uma sinuca de bico. A inflação de 2025 terminou dentro da meta, o que dá espaço para baixar juros, mas o IBC-Br (uma prévia do PIB) de novembro veio mais forte do que o esperado (0,68%). Uma economia muito aquecida pode gerar inflação, o que forçaria o BC a manter o juro em 15% por mais tempo. É bom para quem quer dólar barato, mas ruim para quem precisa de crédito.

Como lidar com a cotação do dólar em real brasileiro hoje

Muita gente pergunta se é hora de comprar. Kinda. Se você tem uma viagem marcada para o meio do ano ou precisa pagar uma fatura de cartão (que, inclusive, está rodando perto de R$ 5,65 no câmbio turismo de bancos como o Mercantil), a estratégia do "preço médio" ainda é a rainha.

Comprar tudo de uma vez é loucura. A cotação de R$ 5,36 que vimos no dia 16 de janeiro pode ser a mínima do mês, ou pode ser apenas um degrau para os R$ 5,30 que o Trading Economics projeta para o fim do trimestre.

Pontos fundamentais para observar:

  1. Reunião do Copom (27 e 28 de janeiro): O comunicado vai dizer se o corte de juros vem em março ou só em abril. Se vier "suave", o dólar cai.
  2. Decisões do Fed: Jerome Powell está sob pressão de Trump. Se o Fed baixar os juros nos EUA no final de janeiro, o dólar perde força globalmente.
  3. Dados de inflação (IPCA): No Brasil, se o IPCA continuar caindo para perto de 4%, o real ganha confiança.

Insights práticos para o seu bolso

Sério, pare de tentar adivinhar o "chão" do dólar. Ninguém acerta. Nem o cara do banco, nem o influenciador de finanças. O que você pode fazer é gerenciar o risco.

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Se você é exportador, este momento de dólar abaixo de R$ 5,40 é excelente para travar operações de hedge. Se você é importador ou turista, aproveite as janelas de calmaria política para garantir uma parte do que precisa. O cenário para 2026 é de desaceleração do PIB (previsto em 1,8%) e um ambiente político que vai ficando cada vez mais barulhento conforme as eleições se aproximam.

A tendência histórica mostra que, em anos eleitorais, a cotação do dólar em real brasileiro raramente fica comportada por muito tempo. Aproveite a trégua de janeiro enquanto ela dura, porque o resto do ano promete ser agitado.

Fique de olho nos dados do IBC-Br e nas falas de Galípolo sobre a "porta aberta" para ajustes nos juros. Esse vai ser o termômetro real de quanto o seu dinheiro vai valer daqui para a frente.

Para se proteger dessa oscilação, considere diversificar parte do seu patrimônio em contas globais ou ativos dolarizados enquanto a moeda está abaixo da projeção do Focus. Monitorar a taxa Ptax diária, divulgada pelo Banco Central, também ajuda a entender se o movimento do dia é apenas um susto passageiro ou uma mudança real de tendência no mercado de câmbio brasileiro.


Ações recomendadas:

  • Acompanhe a decisão do Copom no final de janeiro para ajustar suas expectativas de câmbio para o primeiro trimestre.
  • Utilize a estratégia de compras fracionadas (preço médio) se precisar de moeda estrangeira para os próximos 6 meses.
  • Monitore os desdobramentos das tarifas de Donald Trump, pois qualquer anúncio oficial pode gerar saltos repentinos de 2% a 3% na cotação em um único dia.