Como treinar o seu dragão: O que realmente faz essa franquia ser imortal

Como treinar o seu dragão: O que realmente faz essa franquia ser imortal

Honestamente? É difícil olhar para o cenário da animação moderna sem tropeçar na sombra gigantesca de um Fúria da Noite. Quando a DreamWorks lançou como treinar o seu dragão em 2010, ninguém esperava que a história de um viking magricela e um dragão ferido fosse mudar o patamar do estúdio. Deixou de ser apenas "o estúdio do Shrek" para se tornar um lugar que entregava peso emocional real.

Soluço não é o herói padrão. Ele é o erro do sistema. Em uma vila onde o valor é medido pelo tamanho do seu machado, ele carrega um lápis. E é exatamente aí que a magia acontece. A relação entre ele e Banguela não é sobre domesticação. É sobre reabilitação mútua. Ambos perderam algo — Soluço perdeu a perna, Banguela perdeu parte da cauda. Eles se completam de um jeito físico e técnico que poucas animações ousam mostrar.

O segredo visual por trás de Berk

Muita gente assiste e acha bonito, mas não entende o porquê. A iluminação de como treinar o seu dragão teve uma consultoria de ninguém menos que Roger Deakins. Sim, o diretor de fotografia vencedor do Oscar por Blade Runner 2049 e 1917. Foi ele quem ensinou a equipe da DreamWorks a usar a luz de forma naturalista.

Isso mudou tudo.

As cenas de voo não parecem artificiais. Você sente a umidade das nuvens e o frio do Mar do Norte. Deakins insistiu que a câmera se comportasse como se estivesse presa a outro dragão, criando aquela sensação de vertigem que faz o estômago revirar na poltrona. Não é apenas CGI de ponta; é linguagem cinematográfica aplicada ao pixel.

A trilha sonora que carrega o filme nas costas

John Powell. Esse é o nome. Se você fechar os olhos e ouvir "Forbidden Friendship", você entende a progressão da amizade de Soluço e Banguela sem precisar de uma única linha de diálogo. É uma aula de narrativa musical. Ele misturou gaitas de foles escocesas, percussão tribal e uma orquestra completa para criar o som de Berk. É épico, mas é íntimo. É barulhento, mas sabe silenciar quando o toque entre a mão do Soluço e o focinho do Banguela acontece.

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Por que a trilogia é um caso raro de perfeição

A maioria das sequências de animação sofre da síndrome do "mais do mesmo". Com como treinar o seu dragão, a história cresceu com o público.

No primeiro filme, temos a infância e a descoberta. No segundo, a vida adulta jovem, as responsabilidades de liderança e a perda traumática de um pai. É raro ver uma animação de grande orçamento matar um personagem tão central quanto Stoico, o Vasto, de forma tão definitiva e pesada. No terceiro, lidamos com o desapego. O adeus.

É uma curva de amadurecimento completa. Poucas franquias, talvez apenas Toy Story, conseguiram manter essa integridade temática do início ao fim.

O impacto de Cressida Cowell vs. Dean DeBlois

É engraçado como os livros são diferentes. Se você ler a obra original de Cressida Cowell, vai levar um susto. Lá, o Banguela é minúsculo, verde e bem malcriado. Ele fala! Dean DeBlois, o diretor dos filmes, tomou uma decisão arriscada: transformar o dragão em uma fera mística e silenciosa que se comporta como uma mistura de pantera, cavalo e cachorro.

Funcionou.

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A ausência de fala no Banguela forçou os animadores a focarem na linguagem corporal. As pupilas dilatando, o movimento das orelhas, o rosnado baixo. Isso criou uma conexão empática muito mais profunda do que se ele estivesse soltando piadinhas a cada cinco minutos.

Dragões que são praticamente biológicos

A equipe de design não inventou formas aleatórias. Eles olharam para a natureza.

  • O Gronckle é basicamente um cruzamento de buldogue com abelha.
  • O Nadder Mortal tem movimentos de pássaro, especificamente de uma ema ou avestruz.
  • O Zíper Arrepiante remete a cobras e répteis mais rastejantes.

Essa base biológica faz com que o ecossistema de Berk pareça vivo. Você acredita que aquelas criaturas poderiam existir. Existe uma lógica de peso, aerodinâmica e fogo que respeita certas leis da física, mesmo dentro de uma fantasia sobre vikings.

O que esperar do Live-Action (Sem inventar moda)

Já sabemos que a Universal está produzindo a versão live-action. O próprio Dean DeBlois está no comando, o que traz um alívio imenso para os fãs. Mason Thames será o Soluço e Nico Parker a Astrid. A grande questão que todo mundo está se perguntando é: como o Banguela vai parecer na vida real?

O desafio é não cair no "Vale da Estranheza". Se ele for realista demais, perde o carisma. Se for cartunesco demais, destoa do ambiente. Mas, considerando que o design original já era focado em texturas de couro e escamas realistas, a transição tem tudo para ser menos traumática do que foi o primeiro design do Sonic, por exemplo.

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Além das telas: O legado em jogos e séries

A franquia se expandiu para Dragões: Pilotos de Berk e Corrida até o Limite. Muita gente ignora as séries, mas elas preenchem lacunas vitais entre os filmes 1 e 2. Elas explicam como a vila se adaptou, como os novos equipamentos de voo foram criados e introduzem vilões que dão mais contexto ao mundo. No lado dos games, tivemos desde títulos para consoles até experiências em VR. Nada que tenha superado os filmes, verdade seja dita, mas o universo expandido mantém a chama acesa.

Onde a franquia errou (Sim, aconteceu)

Nem tudo são flores em Berk. The Nine Realms (Os Nove Reinos), a série ambientada nos tempos modernos, dividiu opiniões de forma brutal. Trazer dragões para o mundo contemporâneo com drones e laboratórios pareceu, para muitos, uma perda da essência "suja" e rústica que definia a saga original. A animação também não teve o mesmo esmero técnico. É um lembrete de que como treinar o seu dragão depende muito da atmosfera mística do passado viking para funcionar plenamente.

Como mergulhar fundo na saga agora mesmo

Se você quer revisitar ou começar a jornada de Soluço e Banguela, o caminho ideal não é apenas maratonar os filmes. Existe uma ordem que faz o impacto emocional ser maior.

  1. Assista ao primeiro filme focando na fotografia de Deakins. Observe as sombras.
  2. Busque os curtas, especialmente O Presente do Fúria da Noite. Ele aprofunda a lealdade do Banguela de um jeito que o filme principal não teve tempo de fazer.
  3. Leia os livros de Cressida Cowell sabendo que é outra história. É um multiverso diferente, focado mais no humor e em uma jornada de "anti-herói" do Soluço.
  4. Ouça a trilha sonora separadamente. Coloque fones de ouvido e escute "Test Drive". É impossível não se sentir capaz de voar.

A força de como treinar o seu dragão reside no fato de que ele não trata crianças como bobas. Ele fala sobre deficiência física, sobre a morte de pais, sobre o sacrifício de deixar quem amamos ir embora para que eles possam ser livres. É uma história sobre crescer e entender que o mundo é maior do que o nosso próprio quintal.

Para quem quer entender de design de personagens ou narrativa visual, essa franquia é o manual de instruções. Não se trata de dragões. Trata-se de humanidade.


Passos práticos para fãs e colecionadores:

  • Verifique as edições especiais em 4K: A transferência de imagem do primeiro filme para Ultra HD destaca detalhes nas escamas do Banguela que eram invisíveis no cinema.
  • Acompanhe o portal oficial da DreamWorks: As atualizações sobre o live-action de 2025/2026 estão sendo filtradas por lá para evitar vazamentos falsos.
  • Explore o "Art of How to Train Your Dragon": Os livros de arte da trilogia mostram os descartes de design que são fascinantes, incluindo versões muito mais assustadoras dos dragões que conhecemos.